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7.6.13

Em relação ao Usuário de Drogas... O Problema é a Jaula !!!

O problema é a jaula Denis Russo Burgierman 

As leis que temos hoje proibindo as drogas foram em grande parte inspiradas por pesquisas científicas realizadas nos Estados Unidos na década de 1960 com ratinhos presos em gaiolas. Cada ratinho ficava trancado sozinho em uma jaula pequena, com um canudo preso a uma veia. A cada vez que o bicho puxava uma alavanca, uma dose de morfina, heroína ou cocaína era despejada em sua corrente sanguínea. Os resultados eram assustadores: a maioria dos animais se afundava nas drogas. Alguns passavam o dia inteiro puxando as alavancas e ficavam tão viciados que se esqueciam de comer e beber e acabavam morrendo de fome. Conclusão: drogas são substâncias mortíferas, que causam dependência severa e matam.
Bom, se ratinhos saudáveis transformam-se em zumbis com uma dose, o mesmo deve acontecer com humanos, certo? Melhor então proibir tudo e punir severamente os infratores, para evitar que meninos e meninas tenham o mesmo destino desses pobres roedores. É essa a lógica da política de Guerra às Drogas.
Aí, no final dos anos 70, um psicólogo canadense chamado Bruce Alexander teve uma ideia. Ele resolveu repetir o experimento, mas, em vez de trancar as cobaias numa solitária, construiu um parque de diversões para os bichinhos – o Rat Park. Tratava-se de uma área enorme, de quase 100 metros quadrados, cheia de brinquedos, túneis, perfumes, cores e, o mais importante, habitada por 16 ratinhos albinos. Ratos brancos, como humanos, são seres sociais – adoram brincar uns com os outros. Eles são muito mais felizes em grupo. Outros 16 ratinhos tiveram sorte pior – foram trancados nas jaulas tradicionais, sem companhia nem distração. Ambos os grupos tinham acesso livre a dois bebedores – um jorrando água e o outro, morfina.

O Rat Park
Os ratos engaiolados fizeram o que se esperava deles: drogaram-se até morrer. Mas os do Rat Park não. A maioria deles ignorou a morfina. Podendo escolher entre morfina e água, os ratinhos do parque no geral preferiam água. Mesmo quando os ratos do Rat Park eram forçados a consumir morfina até virarem dependentes, eles tendiam a largar o hábito assim que podiam. O consumo da droga entre eles foi 19 vezes menor do que entre os ratinhos enjaulados.
Ou seja, o problema não é a droga: é a jaula. O que é irônico considerando que nossa política de drogas tem como premissa justamente enjaular na cadeia os dependentes.
Hoje entende-se bem como funciona a química da dependência no cérebro. O centro da questão é um químico chamado dopamina, o principal neurotransmissor do nosso sistema de recompensa. Quando animais sociais ficam isolados e sem estímulos, seus cérebros secam de dopamina. Resultado: um apetite enorme e insaciável pela substância. Drogas – todas elas – têm o poder de aumentar os níveis de dopamina no cérebro, aliviando essa fissura. O nome disso é dependência.
Ou seja, não é a droga que causa dependência – é a combinação da droga com uma predisposição. E o único jeito de curar dependência é curar essa predisposição: dando a esse sujeito uma vida melhor, como Bruce Alexander fez com os ratinhos do Rat Park.
Hoje a maioria dos países desenvolvidos entendeu isso e criou políticas públicas de cuidado e acolhimento para resolver o problema da droga. O melhor exemplo disso é Portugal, que há apenas dez anos vivia uma emergência pública com um surto de dependência em heroína, e hoje é considerado inspiração para o mundo em termos de políticas de drogas bem sucedidas. O que Portugal fez foi abrir consultórios nas cracolândias de lá, com um atendimento de boa qualidade, que trata os dependentes com respeito, tenta enriquecer suas vidas, estimula o convívio social, incentiva-os a buscar ajuda, oferece a eles ambientes tranquilos, acolhedores.Os resultados foram espetaculares.
Mas, enquanto o mundo muda em resposta às novas descobertas científicas, o Brasil continua endurecendo suas leis. Em vez de buscar inspiração em Portugal, copia experiências das ditaduras da Ásia, com cadeia, imposição de tratamento, até mesmo conversão forçada a certas igrejas, que recebem dinheiro público para “tratar” drogados usando a Bíblia. Um político paulista disse que sua estratégia para resolver o problema na cracolândia era causar “dor e sofrimento” para expulsar os dependentes de lá – ou seja, aumentar o estresse. É justamente a receita para matar ratinhos. E para aumentar o consumo de drogas.
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27.5.13

Um pouco mais sobre a Redução da Idade Penal.




Quando alguém acena com a possibilidade da redução da Idade Penal, obviamente tem em mente a busca pelo aumento da sensação de segurança pública, porém é preciso relativizar em que medida esta ação imediatista realmente irá reduzir o problema da infância em sua origem, ou seja, a escola degradada, a saúde sucateada e insuficiente à toda população, oportunidades de trabalho para os familiares, oferta de métodos contraceptivos aos segmentos mais populares, cultura e consequentemente um ambiente societário mais propício a formação de valores que nos levem a uma juventude mais saudável, menos violentada e consequentemente menos violenta. imaginar que o encarceramento irá reduzir a violência sofrida e praticada por nossos jovens é o mesmo que enxugar gelo. Ou chamamos os Governos Federal, Estadual e Municipal à responsabilidade com a Infância ou daqui a alguns meses estaremos discutindo novamente a redução da idade penal, quem sabe para os doze anos de idade.
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17.5.13

Não é Drogadição é Miséria!!! Um outro Olhar sobre a População de Rua...

Este Estudo evidencia que há a necessidade em se discutir as causas e não somente o efeito da condição de miserabilidade em que vive boa parte de nossa população, querer reduzir as causas encontrando como razão para este fenômeno a drogadição é querer ocultar as verdadeiras razões que levam trabalhadores, biscateiros subempregados, catadores que não recebem nenhum apoio dos órgãos oficiais que via -de- regra só se relacionam com este público quando é para recolhê-los justamente da condição que ele próprio(o estado) não impediu que eles vivessem.

Estudo no RJ mostra que maioria da população de rua não bebe nem usa drogas
O Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro realizou um estudo para traçar um perfil das pessoas em situação de rua, na região metropolitana da capital. A pesquisa derrubou mitos e trouxe à tona outra realidade sobre o perfil dessa população. Somente 13% dos moradores de rua são analfabetos, 65% não bebem e 62% não usam drogas.
“A intenção do projeto era realizar um mapeamento dessa população. É muito difícil realizar esse censo, nem o Censo do IBGE os afirma, pois parte da premissa do endereço,ou seja,  são pessoas invisíveis”, afirmou a coordenadora do estudo, Juliana Moreira.
Para o vereador Renato Cinco (PSOL), a desmistificação dos hábitos da população de rua é “extremamente importante”. “Esse estudo fortalece uma crítica que fazemos ao governo e para a imprensa, que sempre transformou a população de rua como ‘cracudos’. Espero que possamos tratar dessa população sem os estigmas e os mitos que recaem sobre eles.”
“Há relatos durante as entrevistas de violação de Direitos Humanos por parte dos agentes da prefeitura. Os relatos apontam que esses agentes rasgam os documentos”, disse Cinco sobre o projeto “População de Rua”, da prefeitura do Rio, que começou em dezembro. “Tenho escutado muitas denúncias de violência contra moradores de rua nessas abordagens do projeto. É um processo de higienização no Rio de Janeiro.”
O Ministério Público do Rio entrou com uma ação civil pública, onde pede a perda de função pública e suspensão por cinco anos dos direitos políticos do prefeito Eduardo Paes e do secretário de governo, Rodrigo Bethlem, por conta da ação adotada contra moradores de rua. Segundo a promotoria, os agentes utilizam armas de fogo para levarem compulsoriamente as pessoas a um abrigo.
A ausência dos documentos evita que pessoas em situação de rua não tenham acesso a políticas sociais. A Defensoria escutou 1.247 pessoas em situação de rua, destes, 1.049 não possui acesso a benefícios assistenciais.
Com os resultados, a Defensoria irá estabelecer parcerias com o Tribunal de Justiça e o Ministério do Trabalho, para emitir novos documentos e emitir a Carteira de Trabalho da população de rua.


Leia mais:http://revistaforum.com.br/blog/2013/05/estudo-no-rj-mostra-que-maioria-da-populacao-de-rua-nao-bebe-nem-usa-drogas/



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15.4.13

Assista o Vídeo com Antonio Futuro sobre a Idade Penal;



Aqui Antonio Futuro inicia um debate sobre A Redução da Idade Penal,
Assista ao primeiro vídeo da série...
Leia os textos no Blog e continue acompanhando aqui esta discussão.



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13.9.12

Realmente eu devo ter me confundido


 vendo as fotos vocês podem perceber que foi uma agressão comum que sofri, sem complicações. Ser agredido é natural.
O fato de eu ter ficado desacordado e ainda assim recebendo chutes e pisadas no rosto, claramente demonstra que eles não tinham a menor intenção de me matar. Acordar e continuar apanhando também não diz nada, não é? Isso tudo imobilizado, mas são só detalhes.
Passar por uma cirurgia de reconstrução facial, colocar 63 parafusos, 2 telas de titanium, 8 placas e enxerto ósseo e bem comum, quase rotineiro, assim como o fato de quase ter ficado com sequelas neurológicas, perder o movimento do olho esquerdo, entre outros.
Agora eu vejo tudo de forma mais clara, o erro foi meu, erro de interpretação, talvez eu estivesse ainda meio tonto, também não é para menos. O fato de ter mudado toda minha vida, sair do lugar onde fui nascido e criado, não sair mais, não poder ver meus amigos, família e namorada em suas casas é só frescura de minha parte. Já parei, peço desculpas a todos que eu causei constrangimento, ou algo que tenha chateado de alguma forma.
Tudo isso aconteceu porque eu atrapalhei uma diversão normal de jovens, como por exemplo agredir um morador de rua. Outra coisa que é supernatural são os moradores de rua, pois não ter casa e nem emprego, ou ser tratado como lixo é também natural.

Tudo parece natural agora, vejo tudo de forma mais clara.
Brecht e suas ideias distorcidas da vida: “Nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar”

                                                          Extraído do Blog: http://euvitorsuarez.wordpress.com/2012/09/13/confundi/

Face do Vitor Suarez: http://www.facebook.com/Vitorsu
 Twitter Vitor Suzrez : @euvitorsuarez
 e-mail : vitorsuarezc@gmail.com
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15.7.12

Homofobia é coisa de Viado


 Quando eu era Jovem e brigava muito na rua, com meus colegas, costumávamos falar que os mais corajosos eram os que encaravam qualquer um, inclusive os mais fortes, quando provavelmente você iria levar desvantagem, então mesmo que você apanhasse todos iriam respeitá-lo, pois você não levou ''desaforo'' para casa e teve a coragem ''em nome de sua honra'' de encarar alguém mais forte, não se abateu diante da possibilidade da derrota.
Porém, haviam os covardes que sempre se davam bem, pois, ao contrário, brigavam sempre com os que ele percebesse que iria levar vantagem, estes andavam em galera e a qualquer momento podiam espancar um jovem de um grupo em desvantagem numérica. Lembro bem de alguns, hoje amigos, que não possuem um histórico de muitas vitórias, pois não escolhiam os mais fortes, brigavam quando o confronto fosse inevitável, geralmente uma pipa, uma jogada ríspida no futebol, mas sempre com qualquer um, com qualquer grupo, em vantagem numérica ou não.
Estes não tinham raiva dos colegas que parecessem terem outra orientação sexual, não sacaneavam com alcunhas, pois eram corajosos e brigavam com qualquer um em grupo eu não, com desvantagem numérica, ou não. ... Hoje quando testemunho este tipo de espancamento lembro desta passagem de minha infância-adolescência, pois isto me remete aos que escolhiam os adversários, escolhiam os grupos menores, em desvantagem, estes não eram os mais valentes eram os mais covardes e nunca ganhavam moral no grupo. Tenho hoje um grande amigo, vale homenageá-lo aqui, este amigo com quem briguei várias vezes, vez por outra me via apanhando de outro colega – muito covarde - que me escolhia como alvo sempre que me via na rua, no fundo queria garantir sua fama de mal espancando alguém que lhe tinha pânico, hoje chamaríamos de Bullying, à época era covardia, e eu rezava todas as noites para não encontrá-lo no dia seguinte. Pois bem, Pedrinho em nítida desvantagem física e etária encarava o algoz e comprava meu barulho(era assim que falávamos) quase sempre com grande desvantagem, mas este sim era corajoso e valente, pois encarava um jovem com mais idade, mais físico, bom de briga... Levava nítida desvantagem, mas nunca, nunca, nunca deixou de encará-lo, pois não escolhia os adversários e nunca bateu em nenhum jovem que aquela época chamaríamos de bichinha(hoje seria politicamente incorreto), brigamos muito posteriormente apanhamos em algumas festas, porém nunca fomos covardes, pois
Não escolhíamos os grupos em menor quantidade de jovens, pois se tivéssemos que brigar seria com qualquer grupo e se precisasse, caso estivéssemos em desvantagem correríamos...
Andar em grupo de 10, 20 ou mais e espancar dois ou três jovens é nítida ação dos covardes, frouxos, que não tem coragem de enfrentar as adversidades. Nunca serão corajosos de verdade.  




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11.7.12

Brasil: uma solução para as drogas!


Brasil: uma solução para as drogas!

Caros amigos do Brasil, 

A política de drogas brasileira é um fracasso. Ela nos custa bilhões, um valor muito acima de nossas capacidades, e é incapaz reduzir a violência ou ajudar famílias que não conseguem tratar dependentes. Mas na segunda-feira, uma aliança poderosa lançou uma nova proposta e se nos mobilizarmos por ela agora, poderemos mudar essa estratégia inútil. 

A proposta é
 transformar nossa política falida no modelo de sucesso iniciado em Portugal -- um modelo com foco no tratamento dos dependentes não violentos, liberando assim os recursos policiais para o enfrentamento do crime organizado e para a redução da violência. Dois deputados apresentarão a proposta esta semana, mas os parlamentares só considerarão esta promissora proposta se eles sentirem que têm apoio popular. Cabe a nós abrir o caminho para uma política de drogas eficiente e sã. 

Hoje esta proposta está por toda parte na mídia e estamos com a faca e o queijo na mão para fazer essa reforma acontecer
 -- quando atingirmos 50.000 assinaturas nós entregaremos, junto com parceiros, nossa mensagem de apoio diretamente ao Presidente da Câmara dos Deputados e nos asseguraremos que a proposta será debatida imediatamente.
 Assine a petição urgente abaixo e compartilhe com todos: 

http://www.avaaz.org/po/brazil_drug_solution_final/?bSViQbb&v=15921 

A atual lei de drogas não diferencia claramente usuários não violentos de traficantes. Na prática, os pobres são classificados como traficantes e os ricos como consumidores. Ao invés de oferecer tratamento àqueles que sofrem com a dependência, nosso sistema concentra maciçamente seus recursos policiais em réus primários não violentos, deixando espaço para o crescimento do crime organizado. E
 nós gastamos bilhões de nossos impostos neste modelo perdulário. 

Enquanto isso, em 2001, Portugal aprovou uma nova lei que diferencia claramente usuários de traficantes, tratando traficantes como um caso de polícia e usuários como um problema de saúde. Depois dessa mudança, as
 mortes relacionadas às drogas desabaram, a luta contra o crime organizado ganhou terreno e, diferentemente do previsto por alguns, o consumo de drogas caiu entre os jovens. Se agirmos agora, podemos adotar medidas semelhantes aqui no Brasil. 

Muitos políticos sabem que a atual política de drogas é um fracasso total, mas eles têm medo de admitir por medo da reação pública. Se mostrarmos que há apoio público a esta nova proposta,podemos transformar nosso modelo falido e salvar vidas.
 Assine essa petição e compartilhe com seus amigos para mostrar que queremos mudar: 

http://www.avaaz.org/po/brazil_drug_solution_final/?bSViQbb&v=15921 

Nosso movimento mostrou inúmeras vezes, no Brasil, que quando as pessoas agem, podemos forçar os políticos a escutá-las. Conseguimos no passado com a Ficha Limpa, com a aprovação da PEC do trabalho escravo e com os vetos ao código florestal. Vamos usar o poder popular para consertar nossa política de drogas com a aprovação de reformas de bom senso.
 

Com esperança e determinação,
 

Pedro, Carol, Diego, Ian, Ricken e toda a equipe da Avaaz.
 

Mais informação:
 

A Lei de Drogas na prática - Banco de Injustiças
http://www.bancodeinjusticas.org.br/aleinapratica/ 

Proposta de alteração da lei
 
http://eprecisomudar.com.br/arq/ProjetoDeLei.pdf 

Relatório da Comissão Global sobre drogas
http://www.globalcommissionondrugs.org/reports/ 

Pesquisa Prisão Provisória e Lei de Drogas - Universidade de São Paulo
http://www.nevusp.org/downloads/down254.pdf 

Drogas: Brasil ou Portugal - Jornal o Dia
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4.7.12

A degradação da Escola Pública e o Adolescente em conflito com a Lei.

A degradação da escola Municipal atinge diretamente milhares de crianças que não encontram nesta escola um espaço de entretenimento, convívio social, educação coletiva, desenvolvimento cognitivo, esportivo, psicossocial...  Ao romper seus laços com esta escola esta criança busca a rua como espaço para sanar sua carência afetiva, social e lúdica. Infelizmente a rua não oferece estas possibilidades da mesma forma que a escola o faria, a rua tem um preço e este preço é caro. O contato com drogas para quem não tem maturidade psíquica pode custar muito caro...Este processo pode levar crianças a um processo de adultização precoce que comprometerá toda sua infância, adolescência e trará, provavelmente,  uma maturidade vinculada a valores que foram reafirmados na rua sem a orientação educacional de profissionais competentes para fazê-lo. Não se trata de afirmar que a Escola deva ser a tábua de salvação, contudo é inegável o seu papel e infinita suas possibilidades. Sucatear a escola é jogar às ruas um conjunto enorme de crianças que só poderão encontrar a ação educativa do Estado quando estiverem tão comprometidas com os vícios de seu ambiente societário, que não é mais na escola, que infelizmente estarão vinculados ao estado, ao contrário, estes estarão na provável condição de infratores.
E aí não há como não citar Pitágoras, quando este afirma: ''Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos'.'
No fim eles serão culpabilizados por um processo que iniciou-se com a degradação da escola pública, os secretários, os prefeitos, os governadores estarão sendo ovacionados e votados pelos mesmos cidadãos que estarão  condenando os jovens que não estudaram e que em sua grande maioria estarão vinculados aos sistema sócio-educativo, que por sua vez estará sendo acusado de não recuperá-los.

Prof. Antonio Futuro
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9.6.12

Sobre Violência Escolar

A ideia da Violência escolar quase sempre está associada à indisciplina do aluno, ou seja, pouco se discute em relação à violência escolar praticada pela escola. Costumo indagar sobre a postura excludente, classificatória, meritória da escola que reproduz nos resultados obtidos no seu sistema binário classificatório as mesmas relações de reprovação apresentadas na sociedade, nesta oportunidade as relações de gênero, etnia, condição sócio-econômica são elementos semelhantes na caracterização dos reprovados da escola. Ao se discutir a violência na Escola é preciso ter a ousadia de se refletir sobre a violência da escola, caso contrário, incorreria no erro de não discutirmos os horizontes que compõem o universo escolar na atualidade. Novas drogas, novas realidades sociais, massificação da matricula escolar são alguns dos elementos que criam um cenário propicio a apresentação de uma realidade mais violenta. Pois bem, o fato é que a simples identificação da violência praticada somente pelo(a) aluno(a) revela uma percepção condenatória em relação ao corpo discente, urge a necessidade de se repensar as práticas pedagógicas, bem como, rever a culpabilização desta dinâmica.

Algumas iniciativas pedagógicas caminham na direção de mudar esta relação excludente, classificatória e meritória da escola. A educação baseada nos ciclos pode ser uma destas iniciativas, assim como podemos pensar em práticas pedagógicas inclusivas, ainda que na escola tradicional. Associar a prática pedagógica a uma dinâmica cultural, social, esportiva, lúdica... Não é necessariamente uma característica de um ou outro modelo pedagógico, porém pode revelar a intenção de uma iniciativa pedagógica. Posteriormente, vou adensar este texto, por ora é suficiente para travarmos um bom debate.
                                                                                         Prof. Antonio Futuro
                                                                http://www.youtube.com/watch?v=gTqTmVSmBKs
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30.4.12

A TRUCULÊNCIA NÃO RESOLVE www.cartacapital.com.br

Muito bom este artigo da Carta Capital. 
Á muito vimos afirmando que apolítica de embelezamento não combina com a efetiva solução dos problemas de nossa cidade, mais importante que recolher é acolher, já dizia Márcia Gatto. Contudo, o acolhimento sugere maiores investimentos nas causas sociais, ao contrário, dos jantares em Paris ou os inúmeros Shows que somos obrigados a conviver em nossa cidade. Recentemente veio à público a notícia que um simples evento na Pça da Apoteose com um cantor sertanejo, aliás, tudo à ver com a realidade carioca, custou ao cofre municipal a bagatela de R$ 1.300,00. Sinceramente dava para construir um monte de quadras nas escolas municipais, alguns laboratórios de informática, piscinas, cinemas e um monte de outros equipamentos culturais e sociais. Porém, quis Vs. Excelência que o cantor pop, romântico, universitário, sertanejo se apresentasse na praça da apoteose. Agora este mesmo prefeito implementa um pomposo esquema de recolhimento que provavelmente tem por objetivo o embelezamento de nossa cidade, certamente que o conceito de embelezamento que temos é diferente. Prefiro as crianças nas ruas, sem Crack, mas com escola, música, capoeira, alegria e se estas precisarem teremos postos de saúde, remédios, alimentação... Aí sim, dentro dos meus preceitos que rimam beleza com alegria poderemos afirmar: que cidade bonita temos. 
A seguir o Texto publicado na Carta:  
O volume de trabalho de Celso Ferreira, 45 anos, funcionário da Prefeitura do Rio de Janeiro, aumentou muito no último ano. Contratado para um cargo de título pomposo, “educador social”, ele é uma das 50 pessoas cuja função é ir às chamadas cracolândias da cidade para recolher os usuários de crack e levá-los para abrigos municipais. Depois de criar um “Protocolo de Abordagem Social”, no início de 2011, a prefeitura passou a internar compulsoriamente crianças e adolescentes viciadas.
 “A quantidade de meninos recolhidos aumentou bastante. Gosto do que faço, é preciso recuperá-los”, diz Celso, evangélico fervoroso. Mais precisamente, foram 544 nos últimos 12 meses. Apesar da boa intenção de funcionários como ele, a iniciativa da Prefeitura do Rio é alvo de polêmica e sérias contestações. A eficácia do tratamento iniciado com uma internação obrigatória é questionada por muitos especialistas, defensores de uma abordagem baseada no convencimento e no apoio familiar.
“Lugar de criança não é na rua. Se não quero isso para o meu filho não quero nenhum menino ou menina”, diz o secretário de Ação Social, Rodrigo Bethlem, encarregado da tarefa.  Apesar da convicção de Bethlem, o percentual de sucesso não pode ser considerado alto (28,16%) e a veracidade dos dados tem sido contestada. Em cidades como Porto Alegre, Salvador e Recife, consultórios montados na rua se colocam como alternativa a esse tipo de abordagem. O Brasil ainda busca a metodologia ideal para combater o flagelo do crack.
A rotina dos funcionários que recolhem os menores para internação compulsória se parece com um jogo de gato e rato. Nas operações freqüentes, feitas geralmente em locais perigosos pela proximidade com o tráfico, eles assistem a muitos viciados fugirem em debandada assim que suas vans estacionam.
Quando conseguem se aproximar de algum jovem usuário de crack, gastam um bom tempo conversando. “Tentamos fazer ele ir por vontade própria, para evitar levar pelo braço”, conta Celso. A maioria escapa, há quem arremesse pedras contra os veículos, mas algumas crianças e adolescentes alcançados pelos funcionários acabam levados para as vans. “Com o tempo, notamos a diminuição de meninos nessas cracolândias, uma prova de que estamos avançando”, diz Betlem.
São muitos os especialistas que acham o contrário. “A internação compulsória pode ser indicada para alguns casos, são exceções e não a regra”, acredita Pedro Abramovay . Ele reconhece, no entanto, que a ação da prefeitura do Rio tem o benefício de seguir os parâmetros da saúde e da ação social e não da captura policial, como ocorre em São Paulo. “As instalações para onde são levadas essas crianças, porém, têm métodos e aparência de prisão, são inadequadas para o tratamento”.
Uma das críticas mais assíduas a esses abrigos é a presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ, Margarida Pressburger. Ela esteve em janeiro no abrigo Casa Viva, de Laranjeiras, e não gostou nada das condições do lugar, um pequeno prédio de dois andares. “A médica e a psiquiatra fazem plantão apenas uma vez por semana, durante três horas”, relata a advogada.
Além disso, segundo Pressburger, as crianças estavam completamente ociosas, sem um livro, uma televisão ou uma bola para ocupá-las.  O uso de remédios de tarja preta foi constatado. “Uma das meninas se mostrava completamente apática, sem reação, e a psiquiatra do nosso grupo disse que ela estava dopada”, conta a integrante da OAB.

“Aquilo não devia ter o nome de Casa Viva, parece mais casa da morte”. A artista plástica Yvonne Bezerra de Mello, coordenadora de uma ONG para atendimento a crianças de rua, também esteve naquele abrigo. “Está longe de ser o tratamento ideal para crianças envolvidas com esse problema. Elas deveriam estar hospitalizadas”, opina.
“Havia crianças fumando livremente e os funcionários alegaram ser uma alternativa para amenizar a dependência do crack”. Depois dessas duas visitas, a prefeitura informou ter implantado plantões diários de psicólogos e não é mais permitido fumar nos abrigos.
A reportagem de Carta Capital esteve no abrigo Ser Criança, no bairro de Guaratiba, na manhã de terça-feira 10. Diferente das instalações de Laranjeiras, ali o espaço é bastante amplo, com piscina, quadra de futebol e duas salas de tevê. Os quartos são pequenos, com beliches onde há vagas para quatro meninos.
O abrigo é dividido em área de crianças e de adolescentes. Naquela manhã, uma psicóloga atendia alguns abrigados e 17 crianças participavam de uma atividade lúdica. Aos 14 anos, o garoto M.A. está prestes a completar 11 meses no abrigo. Antes dali, não passava um dia sem crack e chegou a pegar em arma na quadrilha de traficantes de drogas da favela Mandela, na zona norte carioca. “Depois de uma operação policial, eu resolvi pedir para ser internado”, conta ele.
Tratado com medicamentos, o próprio garoto diz estar com aparência bem melhor do que quando chegou e espera voltar para casa em breve. Esse retorno, que representaria o final do tratamento, pode, na verdade, se tornar um risco: enquanto o irmão foi preso algumas vezes e é usuário do crack,  a mãe, também viciada, fez apenas uma visita ao filho e não se mostra preocupada com o destino do garoto. “Com uma família desestruturada, é grande o desafio de manter o tratamento depois que o menino sai daqui”, diz Watusy Ramos, coordenadora do abrigo.
O setor destinado aos adolescentes é diferente da área das crianças. Ali está a quadra de esportes, mas o espaço é bem menor. Além disso, as instalações estão em pior estado, com infiltrações e mesas de plástico mal conservadas. Os banheiros são limpos, mas parecem não ter recebido acabamento, o que dá ao lugar um ar prisional – impressão acentuada pelo físico musculoso do educador que lidava com os jovens. Um deles, G. S., de 15 anos, foi levado ao abrigo pela família.
Também usa medicamentos para controlar as crises de abstinência e diz se sentir melhor. Tem, no entanto, uma reclamação grave: a agressividade por parte de alguns educadores. Seu colega, M.A. também diz que foi agredido por um “tio”. Tanto G.S. quanto M.A. reclamaram das agressões à coordenadora Watusy, que repreendeu os funcionários e, segundo os meninos, o problema não se repetiu.
“É preciso entender que o uso da droga é um ponto de partida, e não um ponto de chegada. O uso começa num ambiente tão ruim que a droga aparece como solução. A saída é dar resposta social para fazer com que a droga não seja mais necessária”, afirma Paulo Silveira, da ONG Respeito é Bom e Eu Gosto. “O programa do Rio é uma farsa na medida em que não tem nada a oferecer como instrumento de inclusão social.”
A denúncia mais contundente, no entanto, é feita por Monique Barbosa, mãe de J.A., de 12 anos. O garoto está de volta à casa desde janeiro, depois de passar quatro meses no abrigo de Guaratiba.  Inicialmente, ela elogia o trabalho e diz que o filho está recuperado do vício do crack graças àquele tratamento. “Desconfiava que não ia dar certo, mas foi melhor do que eu esperava. Mesmo depois da volta dele para casa, continuo recebendo apoio da prefeitura”, diz.
Do lado negativo, Monique também relata agressões. “Meu filho falou que alguns funcionários batiam nas crianças, outros acordavam  os meninos jogando água em seus rostos. Houve até um dos meninos, chamado Yan, que foi jogado na piscina com os braços amarrados e quase se afogou, foi retirado de lá desacordado”, relata. Depois que o filho contou essas cenas, presenciadas no final do ano passado, Monique levou o caso à coordenadora, que afastou o funcionário. Watusy reconhece que volta e meia é obrigada a lidar com o problema: “Fazemos cursos de qualificação e de reciclagem, mas há quem não saiba lidar com a agressividade dos jovens afetados pelo vício. Quando identifico algum esse tipo de comportamento, repreendo ou afasto a pessoa imediatamente”.
Consultado pelo secretário Bethlem antes do início do recolhimento compulsório, o psiquiatra Jorge Jaber vistoriou os quatro abrigos da prefeitura e aprovou tanto o espaço físico quanto a preparação dos educadores. “Vi gente abnegada, que se dedica ao seu trabalho”, afirma. No ano passado, voltou à Casa Viva e também gostou do que viu. Acha que é preciso avançar e reuniu-se com outros especialistas para levar à prefeitura sugestões que possam melhorar o atendimento, entre elas a criação de um instituto voltado para o tratamento de usuários de drogas.

Sobre a eficácia do tratamento feito depois de internação compulsória, ele não tem dúvida: “Fiz um estudo e concluí que nesses casos o sucesso pode chegar a 77% dos casos, superior ao constatado nas internações voluntárias”. Por esse padrão, o desempenho da prefeitura do Rio está baixo, pois não chega a metade desse índice. Integrante da ONG “Respeito é bom e eu gosto”, que denuncia os problemas do programa de internação compulsória, Paulo Silveira discorda profundamente de Jaber.
“O uso do crack começa num ambiente tão ruim que a droga aparece como solução. A saída é dar resposta social para fazer com que a droga deixe de ser necessária”, acredita Silveira. Ele classifica o programa do Rio como “farsa” na medida que oferece instrumento de inclusão social. “Cidadãos brasileiros estão sendo suprimidos de seus direitos. É um regime de exceção justificado pela guerra às drogas”.
Outras capitais brasileiras seguiram um caminho bem diferente para lidar com o problema. Em Porto Alegre, a prefeitura criou consultórios na rua, onde é feito um atendimento permanente.
“Mesmo nos casos de crianças e adolescentes buscamos estabelecer um relacionamento de confiança e tentamos convencê-los a se tratar”, explica o secretário municipal de Saúde da capital gaúcha, Marcelo Bósio. Foram criadas comunidades de acolhimento, nas quais os garotos e garotas não perdem o vínculo familiar.
Para ele, a motivação do indivíduo é um forte elemento para a recuperação. “A internação compulsória não é eficaz, a vontade do usuário de se tratar é importante para a cura. Por isso, nunca optamos pela imposição”, afirma. Recife e Salvador têm experiências parecidas. Não se sabe, porém, se poderiam ser repetidas em megalópoles como Rio e São Paulo, onde o número de crianças e adolescentes viciados é muito maior. O método ideal para o Brasil, como se vê, está sendo testado na prática.
                                                                                                                                                                      Por Francisco Alves Filho

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19.4.12

Criança algemada reacende debate sobre ação da polícia nos EUA


Aos que ainda defendem o modelo Estadudinense como forma de exemplo ao desenvolvimento, ainda prefiro a França, Suécia, Canadá, Finlândia, Chile, Argentina, Uruguai, Portugal com sua incrível escola da ponte. Infelizmente esta herança colonial faz com que  boa parte de nossa sociedade continue rendendo homenagem ao colonizador. 
Contudo, a publicização de notícias como esta faz com que cada vez mais pessoas sãs reflitam sobre o papel do colonizador e toda sua ira contra os segmentos populacionais advindos dos setores populares. 
A Notícia veiculada:  
ALBUQUERQUE - Uma professora do Novo México pediu a uma aluna de 13 anos que parasse de conversar com outra estudante e que mudasse de lugar. A menina se recusou. A professora chamou a polícia. Dentre tantos outros casos nos Estados Unidos, este reacendeu um duradouro debate sobre a interferência policial no trato com alunos problemáticos. O caso mais recente envolve uma criança de apenas 6 anos. Num jardim de infância do estado da Georgia, Salecia Johnson foi retirada da sala de aula algemada depois de jogar para o alto livros e brinquedos durante um acesso de raiva. A polícia defendeu sua ação depois de ter sido chamada para conter o que foi classificado como tentativa de agressão ao diretor e danos à propriedade da instituição de ensino.
— As crianças estão sendo presas por serem crianças — disse Shannon Kennedy, uma advogada de direitos civis que entrou com uma ação contra a escola pública e o Departamento de Polícia do distrito de Albuquerque em favor de centenas de alunos detidos por pequenos delitos, incluindo posse de telefones celulares em sala de aula, destruição de livros de História e brincadeiras com preservativos inflados como balões de gás.
Em Milledgeville, na Georgia, uma cidade a 150 quilômetros da capital Atlanta e com 18 mil habitantes, a pequena Salecia foi acusada de jogar objetos nas paredes e atirar livros e brinquedos, na escola elementar Creekside num episódio ocorrido na última sexta-feira, mas cujo debate esquentou esta semana. Policiais afirmaram que ela teria atirado uma pequena estante na perna do diretor, e ainda saltado sobre um triturador de papel e tentado quebrar uma moldura de vidro. A polícia não informou o que causou o ataque. Superintentende das escolas locais, Geneva Braziel diz que o comportamento da estudante foi violento e que a ação dos agentes era necessária para manter a aluna, seus colegas de classe e seus professores em segurança.
Salecia foi algemada e levada numa patrulha até a delegacia. Ela foi levada a uma sala, tomou um refrigerante e não foi indiciada. Sua tia, Candace Ruff, disse ontem que a menina reclamou das algemas:
— Ela disse que machucaram seus pulsos.
A política do Departamento de Polícia é algemar qualquer pessoa que seja detida, a despeito de idade, por questões de segurança. Na Flórida, o uso da força policial nas escolas surgiu há alguns anos, quando agentes prenderam um aluno do jardim de infância que causou confusão durante um concurso. Neste ano, uma lei foi proposta para impedir policiais de prenderem crianças por pequenos delitos ou outros atos que não representem ameaças de segurança.
Advogados especializados em direitos civis e peritos em Justiça Criminal dizem que professores frustrados e diretores estão chamando a polícia com muita frequência para lidarem com tumultos de pequena importância. Mas outros educadores afirmam que a presença policial, que tem crescido em resposta às antigas políticas de tolerância dos anos 90 e a tragédias como o massacre de Columbine, é necessária para manter em segurança tanto o corpo docente quanto os estudantes de bom comportamento.
De assédio sexual em escolas elementares e médias a crianças jogando móveis para o alto, "há ainda mais desrespeito crônico e extremo, desinteresse e alunos que basicamente não se importam", disse Ellen Bernstein, presidente da associação de mestres de Albuquerque. Especialistas apontam para uma série de fatores que levam às prisões: alguns agentes estão trabalhando sem treinamento especial; administradores escolares estão desesperados para conseguir a atenção e o engajamento de pais distantes; e professores sobrecarregados não estão cientes de que chamar a polícia para resolver uma situação pode levar a sérias acusações criminais.
— É do meu conhecimento que as escolas têm confiado um pouco demais na força policial para resolver problemas disciplinares — afirmou Darrel Stephens, ex-chefe de polícia de Charlotte, na Carolina do Norte, e atual diretor-executivo da Associação de Chefes de Polícia das Grandes Cidades.
Há poucos dados nacionais sobre o assunto, e os números que poderiam informar quantas vezes a polícia é chamada para prender estudantes não é acompanhado. Algumas crianças são indiciadas e ganham antecedentes criminais em suas fichas, mas os casos variam de acordo com sua natureza e com a jurisdição; outras são liberadas, sem maiores consequências.
Em Connecticut, oficiais de justiça começaram a monitorar a prisão de estudantes: desde março do ano passado, cerca de 1.700 alunos foram detidos, quase dois terços deles por pequenas brigas e conduta desordeira. O senador John Whitmire, do Texas, diz que educadores e a polícia precisam fazer uma distinção melhor de quem eles temem e de quem eles têm raiva.
— Se você tem medo de alguém porque esta pessoa porta uma arma ou drogas, é claro que uma ação é necessária. Se são só crianças que o irritam, você não precisa tornar isso um crime.
Em Albuquerque, que começou a monitorar essas prisões depois de notar que a maioria das pequenas infrações registradas vinha das escolas, mais de 900 dos 90 mil estudantes foram levados ao sistema de justiça criminal no ano escolar de 2009 a 2010. Desses, mais de 500 foram algemados, presos e levados à detenção juvenil, segundo a polícia. Mais de 200 alunos foram detidos por ofensas menores, como conduta desordeira, resistência à prisão e recusa a ordens.
Dados preliminares indicam que o número de prisões caiu 53% desde que uma ação judicial foi impetrada em 2010, pedindo que agentes da lei tenham mais cautela. A direção das escolas de Albuquerque não comentaram os casos.
Mas advogados e pais dizem que estas primeiras prisões podem causar ainda mais problemas. Annette Montano afirma que seu filho de 13 anos foi detido na escola depois de arrotar durante uma aula de educação física. A tensão entre o menino e a direção da escola levou a outras ocorrências, incluindo uma revista íntima depois que ele foi acusado de vender drogas.
Na Geórgia, a família de Salecia disse que a menina foi suspensa da escola até o fim do ano letivo americano, em agosto.
— Não queremos ver isto acontecendo com outra criança, porque é horrível — afirmou Candace, tia da menina.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/crianca-algemada-reacende-debate-sobre-acao-da-policia-nos-eua-4681040#ixzz1sXEOvXF3
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Drogas e Pobreza


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16.4.12

NUNCA SERÃO. Vídeo do Gabriel Pensador...


O combate às drogas no Rio de janeiro tem como pano de fundo o controle aos setores empobrecidos da sociedade que assim como os setores mais abastados em parte também são responsáveis pelo comércio varejista das drogas, porém não há na mesma proporção uma associação com a oferta da Educação para estes segmentos, ou seja, eles (os mais pobres) continuam como estão se não, sob a lógica do combate ao comércio das drogas, o controle aumenta, contudo a oferta de Educação, saneamento básico, saúde, lazer... Escorrem pelos contratos fraudulentos que enriquecem os homens ricos que depois se mostrarão indignados com a violência do tráfico que eles mesmos ajudaram a criar. 


Ao pobre que transgride a lei o rigor desta, aos mais abastados à complacência e o arcabouço jurídico que eles possuem. 


Bela reflexão do artista Gabriel Pensador, uma pena que não tenhamos este vídeo publicizado da mesma forma que convivemos com o besterol que assola a cultura midiática brasileira.

Acesse o vídeo abaixo: 

Divulgue, repasse, curta, ouça... E principalmente reflita sobre este brilhante argumento. 


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12.11.11

Discurso de Miguel Diaz-Canel, Ministro da Educação Superior de Cuba na Assembleia Geral da Unesco:



“O mundo vive indignado. Os povos se rebelam contra as injustiças e as promessas vazias. Se indignam pelas frustrações acumuladas e pela ausência de esperanças. Se rebelam contra um sistema devastador que já não pode seguir enganando com um falso rosto humano. Um sistema que continua marginalizando as maiorias excluídas, em benefício de um punhado de privilegiados que possuem tudo. Que não repara no resgate de banqueiros corruptos que multiplicam seus lucros, enquanto diminuem os recursos para a educação, a saúde ou a criação de empregos.


A crise do sistema capitalista é sistêmica e multisetorial. É crise financeira, econômica e social e também ética. Os poderosos apostam na guerra como recurso de sua salvação. Repartem o mundo entre si impunemente e encarregam a tarefa à belicosa OTAN. Ainda não terminaram de destruir a Líbia e já ameaçam a Síria. Quem de nós irá segui-los?



São as guerras de novo tipo com armas que se chamam “inteligentes” mas que matam e destroem indiscriminadamente. São guerras de conquista para se apropriar dos recursos energéticos e minerais com os quais oxigenar suas vorazes economias. Com a cumplicidade de seus empórios midiáticos, que agem também como armas no combate, pretendem convencer-nos da “mudança de regime” e da 

“responsabilidade de proteger”. É a nova filosofia colocada em prática para o mesmo objetivo de continuar explorando-nos.
A única ofensiva que não podem livrar suas armas nem suas vorazes empresas, a única contenda legítima que não estão dispostos a empreender, é a necessária contra a fome, o analfabetismo, a incultura e a pobreza para, efetivamente, democratizar a democracia, proteger os excluídos e mudar a atual ordem mundial.


A UNESCO, que na sua carta constitutiva declarou; “dado que as guerras nascem na mente dos homens, é na mente dos homens que devem se erigir os baluartes da paz˜, está chamada a desempenhar um papel de vanguarda na incansável luta por um mundo melhor, em que os seres humanos possam viver livres do temos e da ignorância.



É na UNESCO onde devem levantar-se as armas da educação, da ciência e da cultura para lutar pela paz e pela compreensão mútuas, para que as bombas deixem de matar e mutilar os seres humanos, para que não se destruam as escolas, nem os museus, para que a ciência progrida nos laboratórios e a cultura enriqueça o mundo espiritual. Para que as gerações presentes e futuras possas desfrutar da beleza única e irreprodutível do sistema e seus mais de 900 lugares de patrimônio mundial.



Para isso é preciso refundar a Organização e será necessário fazê-lo com maios pressa e decisão. A reforma em curso, que empreendeu nossa ativa e enérgica Diretora Geral, necessita chegar até os próprios cimentos da instituição. Deve ser profunda e radical. Deve reposicionar e tornar mais visível nossa ação. Deve sair dos escritórios burocráticos para chegar às pessoas comuns e atender suas necessidades elementares, aquelas que temos como mandato.



A educação tem que ser a verdadeira prioridade das prioridades, tanto no compromisso político como no financeiro. É inadmissível que no mundo existam quase 800 milhoes de analfabetos, dos quais 2/3 são mulheres. É inadmissível que quase 70 milhões de crianças não tenham uma escola onde receber a luz da educação.



Cuba, pobre e bloqueada, com seu método de alfabetização “Eu Posso, Sim”, conseguiu em pouco tempo e com escassos recursos, mas com enorme paixão solidária, alfabetizar 5.706.082 pessoas em 28 países da América Latina e Caribe, África, Europa e Oceania. Agradecemos à Diretora Geral seu reconhecimento à eficácia deste programa como método de cooperação Sul-Sul, assim como sua disposição reiterada de acolher as boas práticas no âmbito da educação.



A 36ª Conferência Geral deve deixar estabelecidas as pautas da mudança e do reposicionamento da UNESCO no sistema multilateral.



A Conferência deve se pronunciar ademais, e esperamos que o faça de maneira clara e inequívoca, em relação a um tema de transcendental importância: a admissão da Palestina como Estado membro da UNESCO. Não se trata de uma opção. Resulta uma obrigação ética e moral diante da cruel e prolongada injustiça que sofre o povo palestino. Cuba deseja reiterar seu firme e decidido apoio à solicitação da Palestina e espera que a decisão de seu ingresso à UNESCO contribua aos objetivos da paz e da universalidade que animam à nossa organização.



Não devo concluir minhas palavras, sem reclamar e exigir, em nome do povo cubano, a libertação de nossos cinco heróis, quatro deles injustamente prisioneiros em prisões do império e um, René, cumprindo uma pena adicional des três anos falsamente denominada “liberdade vigiada”.



Cuba, que segue firmemente comprometida com a UNESCO e com os valores que esta representa, confina na liderança da Diretora Geral, para o fortalecimento e refundação da Organização.


Do Blog do  Emir Sader às 09:03














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