Matéria quase que obrigatória na maioria dos concursos, '' Fundamentos da Educação'' nada mais são do que os próprios conceitos, formulações, construção do que entendemos por Educação atualmente. O que é? Onde começou? Quem efetivamente afirma o que é educação ? Ao responder estas indagações estamos iniciando uma viagem neste campo, ou seja, a Educação é um campo do conhecimento humano composto por saberes de
inúmeras áreas, dentre as quais podemos citar ciências sociais. Filosofia, História, Psicologia, Sociologia e
outras que fornecem as bases conceituais, os pressupostos filosóficos e os conteúdos
ideológicos que em tese nos ajudam a formular uma ideia mais ampla sobre o conceito da Educação .
Considerando a Educação em seu caráter heterogêneo, amplo e múltiplo, fruto da diversidade humana de
contribuições que recebe de outras ciências, nota-se a latente necessidade do aprofundamento do desenvolvimento dos Fundamentos da Educação nos cursos superiores de Pedagogia e demais Licenciaturas.
Sabemos que a educação perpassa por várias etapas de nossas vidas e
como tal ela pode ser um elemento responsável em parte pela construção de nosso senso critico e
participativo na sociedade. Mas conhecê-la a fundo ou em parte e importantíssimo
nessa etapa acadêmica e isso fica mais licito a luz desses grandes teóricos historicamente citados nos estudos educacionais, para isto ver: Grandes Pensadores
Sem este conjunto de fatores é quase que impossível delimitar a ação e verificação no campo em
que tais atuam e além é claro das políticas afirmativas no combate a discriminação,
democratização da escola publica, acessibilidade, os ciclos de formação e a
formação critico-social. Dessa forma recorremos a Gadotti (2000) sobre os novos
rumos que a educação transformadora vem passando em nosso país ao dizer que:
Os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a
informação em conhecimento e em consciência crítica, mas também
formam pessoas. Diante dos falsos pregadores da palavra, dos
marketeiros, eles são os verdadeiros “amantes da sabedoria”, os
filósofos de que nos falava Sócrates. Eles fazem fluir o saber (não o
dado, a informação e o puro conhecimento), porque constroem
sentido para a vida das pessoas e para a humanidade e buscam
juntos um mundo mais justo, mas produtivo e mais saudável para
todos. Por isso eles são imprescindíveis (GADOTTI 2000, p.32).
FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS DA EDUCAÇÃO.
Rousseau (1999) acreditava que a criança devia apreender por meio dos
desafios diários ou mesmo perigos, e os responsáveis por eles não devem poupá-
las dos perigos cotidianos, que servirão de fortalecimento.
Vasconcelos alerta que:
O pensamento, como sabemos, é uma atividade comum a todo o
gênero humano. O que o ensino de filosofia propõe é educar o
pensamento de modo vigoroso, tornando-o um pensamento
questionador, que se coloque acima de senso comum. O objetivo
desse ensino é p de formar um sujeito, uma pessoa ou um cidadão
mais consciente de si mesmo e da realidade que o cerca
(VASCONCELOS 2011, p.10).
A escola necessita reencontrar o caminho do público e do contato e assim
rearticular com a sociedade civil, pois educar não pode ser mais apenas tarefa do/a
professor/a, mas da sociedade em geral. Ainda em conformidade com Paviani:
Se é verdade que a filosofia nunca poderá ser um conhecimento
divorciado da investigação científica, também é verdade, e isto é de
sua natureza, que ela se realiza especulando criticamente os
problemas que a ciência põe de lado, tais como o da existência do
homem no universo, do bem e do mal, da vida e da morte. Indica- se
com essas observações que a filosofia da educação precisa ser mais
do que uma tarefa escolar ou exercício acadêmico. Ela não pode
deixar-se conduzir por um processo imanente, fechado sobre si
mesmo como disciplina. Ao contrário, deve ser uma constante e
permanente pergunta crítica em relação à educação escolar, à vida
do homem como indivíduo e como ser social (PAVIANI 2010, p.17)
A escola através do ensino de filosofia precisa ser pensada e repensada
com uma visão do todo onde a aprendizagem para fazer sentido deve estar ligada
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ao processo da vida. O aluno precisa se construir como cidadão critico e pensante,
dentro das novas perspectivas que a globalização vem exigindo.
O conhecimento não é algo situado fora do indivíduo, a ser adquirido
por meio da cópia do real, tampouco algo que o indivíduo constrói
independentemente da realidade exterior, dos indivíduos e de suas
próprias capacidades pessoais. É, antes de qualquer coisa, uma
construção histórica e social, no qual interferem fatores de ordem
antropológica, cultural e psicológica, entre outros. (PCNS, 1998, p.
71).
O processo de ensino apoiado sob essa filosofia dialética permite-nos olhar
para a realidade e seus fenômenos e assim analisar mudanças e transformações na
sociedade. As atividades devem oportunizar aos jovens mudanças históricas e
dialéticas Ajudar o jovem a aprender a pensar é também mostrar a história do
conhecimento e isso também é um bom momento de mostrar conceitos abstratos
aplicando-os à realidade concreta e assim conduzir a história real do caminho do
conhecimento (SHAUGHNESSY, 2002).
Há assim a necessidade da escola fazer o resgate de valores de acordo com
o que Paulo freire defendia ao se discutir os embates gerados pelas analogias de
autoridade e liberdade. È muito usual na escola a figura docente ser o
protagonista do ensino e isso vêm sendo um erro histórico, pois tanto aluno quanto o
professor são principais no contexto ensino-aprendizagem. O aluno não pode ser
apresentado ainda como mero receptor, mas sim um ser ativo do processo ensino -
aprendizagem. (CHARLOT, 2010).
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