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6.11.11

200 países, 200 anos e a oferta da saúde e da vida.

O médico Hans Rosling mostra o impacto segregacional causado na saúde, por ocasião da forma como se deu a história de desenvolvimento do planeta nos últimos dois séculos.
Mostra que a desigualdade sócio econômica produz uma oportunização maior na expectativa de vida dos que possuem um maior acúmulo de capital. Ainda que em seu pronunciamento não aborde a questão do desenvolvimento tecnológico farmacêutico que está associado aos interesses financeiros dos grandes laboratórios. Ainda assim, o conteúdo deste breve vídeo nos faz refletir sobre a distribuição da riqueza no mundo, as conseqüências danosas deste processo e também ajuda-nos a entender a fome e a disseminação de doenças por todo o planeta.
O Vídeo faz parte do Programa "The Joy of Stats" da BBC 4 e é legendado em português

http://www.youtube.com/user/TVAntonioFuturo?feature=mhee



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24.7.11

Porto do Açu, O Governador e a Educação.

Localizado no norte do estado do Rio de Janeiro e em construção desde outubro de 2007, o Superporto do Açu é composto por dois conjuntos de terminais que juntos totalizam 17 quilômetros de cais: TX1, correspondente aos terminais offshore, e TX2, um desenvolvimento do canal interno de navegação com 3,5 quilômetros de extensão com mais de 13 mil metros de cais, largura 300 metros de largura e até 18 metros de profundidade. com um investimento conjunto de mais de US$ 40 bilhões nos seus empreendimentos e geração de cerca de 50 mil empregos na região

O projeto norteará, segundo a lógica do favorecimento unilateral, o desenvolvimento econômico fluminense, contudo há razões para acreditarmos que o social e o ambiental podem não estar no leque de preocupações associadas a esse crescimento. A estimativa atual é de que o empreendimento gere cerca de 60 mil empregos diretos, o que, pelo cálculo do próprio governo, seriam 240 mil empregos indiretos para a região. O volume e a diversidade do projeto induzirão a um forte movimento de atração de novas empresas e de mão de obra qualificada para atender a demanda das empresas. Ainda que não se discuta, em momento algum, qual o nível de inclusão das oportunidades sociais para o conjunto mais amplo da sociedade neste mega investimento.
Assista ao vídeo:

O que não podemos deixar de nos perguntar é se projetos sociais estão sendo desenvolvidos juntamente ou para favorecer a população, cerca de 30 mil habitantes, de São João da Barra. Até o momento, os moradores têm ocupado o papel de operários de construção. Aliás, esta é uma tônica do investimento do capital no Brasil, ou seja, a acumulação de capital e poder para uns e os papeis secundários e a perpetuação da pobreza para outros. A pergunta é; e depois que o Complexo estiver pronto e sua mão de obra não for mais útil? Em outras palavras, o papel que caberá aos moradores da cidade é o de construção da riqueza de uma minoria, assim como um dia a mão de obra escrava serviu para o enriquecimento dos colonizadores, latifundiários, bandeirantes...

Destaca-se neste momento a participação do governador do Estado que mais uma vez se faz notar por sua ausência naquele que seria o seu papel fundamental: Proteger a População Fluminense, esta realmente não tem Sido uma características de sua gestão. Via- de- regra, quando há alguma necessidade de intervenção deste governante em problemas que demandem a necessidade de alguma interlocução em favor da população este o faz na direção contrária, foi assim por ocasião da Super Via, Barcas S/A e agora em favor do Eike, este aliás, mais amigo do que a ética do cargo de governante permitiria.

Especula-se que novas pessoas serão recrutadas de diferentes partes do país e do mundo para ocuparem funções que poderiam ser realizadas por moradores da cidade, caso houvesse treinamento para estes moradores, porém aí diminuiria o lucro do mega empresário, esta parece ser a maior preocupação dos governantes; o Lucro do Eike.

Ainda não se falou em investimentos na área da Educação, Saúde e Saneamento, ou seja, fala-se muito em números, porém ainda não li sobre os números que serão investidos no desenvolvimento de áreas como Educação. Fica a pergunta: Quantas escolas temos hoje no município? Quantos leitos hospitalares? Ao final do momento de estruturação deste empreendimento como estarão estes números. Fala-se muito no enriquecimento do mega empresário, tentam criar a ilusão que o seu enriquecimento traria algumas vantagens aos normais, porém pouco se fala no aumento da capacidade do estado em gerar mais oportunidades educacionais, quantos professores seriam necessários após este investimento? Quantas pessoas precisariam de hospitais quando este complexo estiver instalado? Deste enriquecimento não ouvi nada. O enriquecimento que me atrai é o do município e não o deste ou daquele empresário, ao contrário, estes costumam ser prejudiciais à maioria da população. Infelizmente há que se indignar com este posicionamento de nossos governantes em se colocarem contrários aos anseios da sociedade.

Daí fica a pergunta: E a educação? A saúde? O Saneamento?

E o Governador?

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24.3.10

Meio Ambiente

Esta acontecendo desde 22 a 26 de março na cidade do Rio de Janeiro o V Fórum Urbano Mundial (ONU- HABITAT). O objetivo central do Fórum e fechar brechas entre muitas áreas do dia a dia nas cidades, abrangendo dentre outras: a relação entre governos; disparidade entre ricos e pobres; autoridades locais e legislação; questões de gênero e juventude.  O mundo mais uma vez reunido no Brasil para discutir e apresentar novas abordagens direcionadas ao desenvolvimento sustentável, combatendo remotas desigualdades urbanas. É inevitável não refletir sobre o quanto estas ações coletivas interferem na vida de cada cidadão. Relembrando um importante encontro mundial também sediado pelo Rio de Janeiro em 1992, popularmente conhecida como Rio-92, a II Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano. Eu estive lá, mais tudo que lembro e de ter chorado enquanto tirava foto com os índios, estava com medo dos imensos alargadores em seus lábios.
Em paralelo a Rio-92 o MEC realizou um workshop a respeito de Educação Ambiental. Estabelecendo um tratado para a mesma em todo o território nacional e para o mundo. A educação em seu nível formal e não formal igualmente está acompanhando as mudanças propostas. As transformações sócias ocorridas posteriormente à conferência perduram atualmente, as ideias de sustentabilidade foram tomando forma e força.
É comum deduzir que não faz parte do censo comum a discussão sobre a Agenda 21, Convenção sobre mudanças climáticas e Convenção de diversidade biológica? Contudo é possível deduzir que há uma compreensão a cerca dos seguintes temas:   aquecimento global, ocupação desordenada, enchente, e demais impactos ambientais. E com a constante divulgação da mídia mundial, também percebe-se as ações referentes a educação ambiental conjuntas como as do GREEPEACE e as que nós eventualmente poderíamos empreender, tais como: separação do lixo, racionamento da água, economia de energia, entre outras... Estas ações, cada vez menos isoladas, estão consolidando a Educação ambiental integrando-a ao nosso cotidiano.
Agora em 2010 dezoito anos depois continuamos a lutar pela igualdade, primando pela cidadania e participação de todos, agora no no V Fórum Urbano Mundial.
Convém ressaltar que mesmo diante de inúmeros feitos, estamos distantes do ideal social, político e econômico e ambiental que desejamos.
Embora reconheçamos alguns avanços, ainda há muito que conquistar, conscientizar e sobretudo comprometer os governantes na busca de um mundo melhor que caibam todos, não cabe mais admitir conviver com pessoas que sobrevivam do resto das outras, há que se pensar e implementar ações sustentáveis. Ou a humanidade repensa sua forma de con-viver, co-existir ou estaremos fadados a cobrança da natureza e a redução de nossa existência em um local menos prazeroso.
E diferentemente de tempos atrás, nesse fórum estou ansiosa para tirar fotos com as africanas e indianas, com suas roupas belíssimas e coloridas. E ao encontrar os indígenas que eu me referi não terei medo, ao contrário, um enorme orgulho e caso eu chore, será de alegria, por estarmos irmanados em uma proposta em que seja sine qua non, o meio ambiente, a convivência pacífica entre os povos, o reconhecimento das etnias, a diminuição do consumo, a incomodação com a presença da fome, a busca pelo canto dos pássaros... Enfim... Nós.

Referências:
http://www.estadao.com.br/especiais/entenda-o-que-foi-a-rio-92,3827.htm
http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/educacaoambiental/tratado.pdf
http://ambientes.ambientebrasil.com.br/educacao/artigos/carta_brasileira_para_educacao_ambiental_%28mec._rio-92%29.html
http://wuf5.cidades.gov.br/pt-BR/Exposicao.aspx

Por... Beatriz Lorena
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