20.4.10

Sobre a Violência Escolar...

A ideia da Violência escolar quase sempre está associada à indisciplina do aluno, ou seja, pouco se discute em relação à violência escolar praticada pela escola. Costumo indagar sobre a postura excludente, classificatória, meritória da escola que reproduz nos resultados obtidos no seu sistema binário classificatório as mesmas relações de reprovação apresentadas na sociedade, nesta oportunidade as relações de gênero, etnia, condição sócio-econômica são elementos semelhantes na caracterização dos reprovados da escola. Ao se discutir a violência na Escola é preciso ter a ousadia de se refletir sobre a violência da escola, caso contrário, incorreria no erro de não discutirmos os horizontes que compõem o universo escolar na atualidade. Novas drogas, novas realidades sociais, massificação da matricula escolar são alguns dos elementos que criam um cenário propicio a apresentação de uma realidade mais violenta. Pois bem, o fato é que a simples identificação da violência praticada somente pelo(a) aluno(a) revela uma percepção condenatória em relação ao corpo discente, urge a necessidade de se repensar as práticas pedagógicas, bem como, rever a culpabilização desta dinâmica.

Algumas iniciativas pedagógicas caminham na direção de mudar esta relação excludente, classificatória e meritória da escola. A educação baseada nos ciclos pode ser uma destas iniciativas, assim como podemos pensar em práticas pedagógicas inclusivas, ainda que na escola tradicional. Associar a prática pedagógica a uma dinâmica cultural, social, esportiva, lúdica... Não é necessariamente uma característica de um ou outro modelo pedagógico, porém pode revelar a intenção de uma iniciativa pedagógica. Posteriormente, vou adensar este texto, por ora é suficiente para travarmos um bom debate.

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34 comentários:

  1. É fundamental ter sempre em mente que a violência se dá de muitas formas e em muitas direções e não podemos ignorar nenhuma delas. A violência praticada pela escola contra o aluno pode ser considerada uma forma 'silenciosa' e, por isso, é grave que não seja tão discutida quanto a agressão verbal ou física praticada por alunos contra professores. Esta, por sinal, parece ser uma consequência da constante exclusão, da marginalização e do desrespeito que os estudantes sofrem ao longo de suas vidas. Novas propostas pedagógicas são, SIM, necessárias e urgentes mas, se pensarmos bem, a sociedade como um todo age de forma violenta, e temos também como vítimas os professores e outros membros atuantes na educação. Como aplicar uma nova proposta educativa não-excludente, não-classificatória e não-meritória se para conseguir e manter seu emprego é necessário agir dentro destes padrões e aceitar as condições do violento mercado de trabalho?

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  2. A charge aborda, de forma bem humorada, uma realidade pouco explicitada: a violência praticada pela escola. Nas raras vezes em que se comenta sobre ela, costuma tratar-se de alguma forma de agressão física ou maus tratos em relação ao aluno, como o caso de uma professora que colocava um esparadrapo na boca de alunos para que eles não falassem durante as aulas, noticiado há alguns meses nos jornais. No entanto, não se questiona a violência praticada pela escola, consequente da própria forma que é estruturada. Como mecanismo de manutenção do capitalismo e das classes dominantes em sua posição, a escola, conforme diz o texto, reprova os mesmos indivíduos que são "reprovados" na sociedade. Tal como é organizada, os alunos que vivem num ambiente intelectual têm possibilidade de apresentar resultados melhores que os outros. Por exemplo, quando a criança está em meio a uma família escolarizada, que usa a norma culta da Língua Portuguesa, ela terá mais facilidade para compreender os conteúdos contemplados numa aula de Português. Já os que cresceram ouvindo e falando através da norma coloquial precisarão de mais tempo e, provavelmente, de uma prática pedagógica diferente da tradicional para construir o conhecimento. Além disso, ele vai ouvir do professor que o modo como ele fala, ou escreve, é errado. Não aprendendo o conteúdo e tendo seus valores negados, o indivíduo acaba sentindo-se frustrado e, a partir da violência da escola em relação a ele, pode acabar cometendo uma violência contra o professor, que seria culpado por sua frustração. A escola, atrelada aos interesses do Estado, não tem real interesse em refletir questões como essa, mas vai precisar, pois os seus problemas estão crescendo. A partir da reflexão, surgem novos modelos, mas estes, quando implantados, mudam apenas superficialmente, mantendo, no fundo, a essência da escola tradicional.

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  3. Gostaria de Salientar que ao final das postagens fossem colocadas as informações pessoais, tais como:
    Nome:
    Disciplina:
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  4. O texto resume um pouco tudo que tem sido dito em sala de aula. A violência escolar sem dúvida acaba por ser conseqüência de outros problemas, principalmente o social. O abismo entre realidades de alunos, professores e todos que formam o ambiente escolar já surge para reforçar as diferenças. Na sociedade as pessoas têm oportunidades diferentes, o que traz diferenças sócio-econômicas. Porém a escola deveria ser um espaço igualitário, afinal ali todos são iguais, todos recebem o mesmo aprendizado, o mesmo conhecimento, e todos têm o mesmo potencial, infelizmente porém, isso não condiz com o atual cotidiano escolar das escolas públicas. A realidade social fora do ambiente escolar caminha junto com o aluno para a escola, e muitas vezes é posta em maior evidência por ela. Afinal, o aluno está na lá para ser avaliado, hierarquizado, qualificado como aprovado ou reprovado, como melhor ou pior que seu companheiro de sala. Impossível assim que alguém que não tenha oportunidades na sociedade, tenha na escola.
    Por isso a necessidade de novas iniciativas pedagógicas. Elvira Lima (2002) explica a importância da mudança do conceito “escola” de um lugar de aprendizagem, para um ambiente de formação do sujeito, por isso defende a aplicação dos ciclos de formação nas escolas públicas. Provavelmente os ciclos não farão milagre em um sistema educacional tão desgastado, porém, não é mais possível persistir no fracasso da escola tradicional e do sistema de ensino que está. A proposta não é arriscar uma educação “experimental”, mas sim apostar em um sistema de conceitos concretos e realistas que focam a formação do aluno, no tempo do aluno. Ele é a “peça” que constrói a escola e não o cronograma, a avaliação, a classificação ou o mérito.
    A partir do momento que aconteçam mudanças na escola, sem dúvida, acontecerá também no aluno e em todos que participam do processo escolar.

    Leticia Margarit (PRAT PEDAG MINIMIZADORAS DA INDISCIPLINA E DA VIOLêNCIA ESCOLAR, t:2)

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  5. É trivial que a violência escolar, nos últimos anos, está crescendo assustadoramente. O que fazer para reverter essa situação? Buscar integrar a família com a escola seria uma alternativa? E quando não se encontra apóio na própria família? Não será essa uma das causas da violência na escola? Essas e outras perguntas, na maioria das vezes sem respostas, permeiam meus pensamentos e me fazem refletir sobre o assunto. As crianças e os adolescentes, salvo exceções, estão inseridos numa família que não se preocupa em construir um cidadão, em formar o caráter daquele ser que está em constante transformação. Sem limites, disciplina e respeito ao próximo, essas crianças e adolescentes chegam à escola sem nenhuma noção de cidadania e acabam cometendo atos violentos. É preciso que as escolas envolvam seus alunos com as questões sociais e principalmente a cidadania.

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  6. É necessário começarmos a perceber que a violência escolar não é praticada apenas pelo aluno, como é noticiado na maioria das vezes. Temos que começar a parar e pensar o que está acontecendo nesse ambiente escolar para gerar violência. Sempre lemos, ouvimos notícias alunos que causam tumulto na escola, que não respeitam, provocam atos violentos, mas não paramos para analisar que um dos motivos, pelo qual ele possa agir assim, é o fato de sofrer algum tipo de violência praticada pela instituição. Podemos tomar como um exemplo o fato de um aluno que não consegue dominar um determinado conteúdo e, por conta disso, é ridicularizado perante os colegas pelo professor. Esse professor não quer nem tentar entender os motivos pelo o qual esse aluno não consegue apreender o conteúdo, apenas o expõe de forma vergonhosa e depois acaba por excluí-lo. Esse é um caso em que o aluno pode se revoltar contra aquele professor e a instituição e acabar cometendo atos de violência. Não que eu esteja tentando achar justificativas para minimizar o problema da violência escolar praticada pelos alunos, mas não podemos apenas culpá-los sem tentar ver onde está o problema, qual o motivo para que isso esteja acontecendo. Se tentarmos olhar dessa forma, pelos dois lados, talvez consigamos entender um pouco melhor o que está acontecendo e assim tentar pensar em ações que minimizem esse problema.

    Nome: Carolina Macedo
    Disciplina: Práticas Pedagógicas Minimizadoras da Indisciplina e da Violência Escolar
    Turma: 02

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  7. PENSAR EM EDUCAÇÃO, ENVOLVE MUITAS QUESTÕES: PARA QUEM E O QUE ESPERO DESSA EDUCAÇÃO. SE QUERO UMA EDUCAÇÃO ELETIZADA, CULTA, CIENTÍFICA, INTELECTUAL, PESQUISADORA, ESCOLA PARTICULAR. UMA EDUCAÇÃO MINIMIZADA, PARA TODOS SEM SE IMPORTAR COM OS PROBLEMAS PSICOLÓGICOS, PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS E SÉRIOS PROBLEMAS MENTAIS, ENTÃO FAZ-SE UMA ESCOLA PARA TODOS E USA O CHAVÃO INCLUSÃO. A ESCOLA PÚBLICA TORNOU-SE UM DEPÓSITO DE CRIANÇAS E ADOSLESCENTES COM AS MAIS DIVERSAS NECESSIDADES ESPECIAIS E QUEREM QUE OS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO TOME CONTA. OU SEJA RESOLVIDO O PROBLEMA...A ESCOLA EXISTE, SE NÃO ESTÃO CONSEGUINDO ENSINAR O PROBLEMA DOS EDUCADORES. ENTÃO TODOS DÃO PALPITES, OPINAM, E NÃO ENTRAM NO ÂMAGO DO PROBLEMA. PORQUE SERÁ QUE NÃO ENCHERGAM A VERDADE. POIS ENCONTRARM O LOCAL MAIS FÁCIL, BARATO PARA DEIXAR ESSES ALUNOS. UMA SALA COM 45 ALUNOS DURANTE 6 HORAS POR DIA. QUE MARAVILHA O GOVERNO NÃO PRECISA GASTAR , COM ESPORTE, LAZER, CULTURA, ARTESANATO, MÚSICAS DE ACORDO COM AS NECESSIDADES DAS CRIANÇAS E SUAS LIMITAÇÕES, TODOS ESTÃO DENTRO DA ESCOLA E PRONTO.À PARTE AS TEORIAS DOS CHAMADOS ESPECIALISTAS, O FATO É QUE O PROBLEMA DOS ADOLESCENTE JÁ COMEÇA COM A FALTA DA EDUCAÇÃO DOMÉSTICA E A AUSÊNCIA TOTAL DA DISCIPLINA DE ANTIGAMENTE, FATO QUE SE ESTENDE ÀS ESCOLAS ONDE TUDO É PERMITIDO, INCLUSIVE AS AGRESSÕES AOS PROFESSORES...ME LEMBRO QUE A ESCOLA DO MEU TEMPO ERA AMBIENTE PARA SE APRENDER E QUEM NÃO APRENDIA SIMPLESMENTE ERA REPROVADO....E ATUALMENTE? SEGUNDO O QUE SEI É O PROFESSOR FAZENDO DE CONTA QUE ESTÁ ENSINANDO E O ALUNO FAZENDO DE CONTA QUE ESTÁ APRENDENDO....

    nome: karine diniz
    turma:18:00 as 19:20
    Disciplina: Práticas Pedagógicas Minimizadoras da Indisciplina e da Violência Escolar

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  8. No processo de culpabilização pela situação de violência apenas uma parte é apontada, mais uma injustiça pratica pelo sistema o qual estamos inseridos. Além de excluir os menos favorecidos e fragilizá-los economicamente, o tempo passa e os discursos não mudam.No senso comum "a escola de antigamente tinha mais qualidade no ensino",no entanto não se leva em consideração que essa escola era feita para beneficiar homogeneamente determinada classe social, e os menos favorecidos estavam excluídos desse processo. Hoje o mesmo discurso é aplicado em relação as entidades de ensino superior público que devido esta democratizando o acesso a outras classes vem passando por duras críticas pelo senso comum alimentadas pela mídia.

    Não conseguimos ainda romper com a maior violência propiciada pelo sistema capitalista, que é a exclusão. Realmente há necessidade de criar mecanismos urgentes de inclusão, revendo os papéis das instituições de educação nesse processo, da televisão que dissemina maciçamente a violência em horário nobre e do poder público que negligencia esse fator, sem fiscalizar e legislar sobre essa questão.

    Nome: Adailton Santos da Silva
    Disciplina: Práticas Pedagógicas Minimizadoras da Indisciplina e da Violência Escolar
    Turma: 02
    Matricula: 2006.1.02024.11

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  9. Sabemos que o ensino público de base oferecido no Brasil encontra-se em progressiva decadência, seja pelo descaso dos governantes que sucessivamente diminuem os investimentos destinados à educação, seja pela falta de interesse dos professores e coordenadores em modificar a metodologia vigente muitas vezes estimulados pela má remuneração e pelo não reconhecimento da importância do trabalho docente. Verificando este cenário, fica claro que os maiores prejudicados são aqueles que, pela falta de oportunidade, somente podem recorrer ao ensino público como modo de alcançar a instrução.
    A consequência deste processo é a formação de estudantes que ao chegarem no mercado de trabalho ou mesmo ao tentar ingressar no ensino superior terão imensas dificuldades pois na maioria das vezes, terão que concorrer com aqueles que puderam desfrutar de uma educação de qualidade.
    O texto acima aborda de forma clara a questão da violência da escola em relação ao aluno, uma vez que este é violentado em seu direito de ter acesso à educação e passa a ter como futuro o subemprego e uma posição nas classes mais desfavorecidas da sociedade.
    Como tentativa de diminuir a injustiça, são propostas políticas compensatórias das quais podemos citar a reserva de vagas nas universidades, as chamadas “cotas”. A implementação dos ciclos de formação nas escolas também é uma tentativa de diminuir a marginalização e a constante reprovação dos estudantes que gerava o desinteresse pela educação.
    Tais medidas visam reduzir as diferenças existentes na sociedade e que são iniciadas pela má condução do ensino público. Entretanto, deve-se ter em mente que somente a adoção de políticas compensatórias não resolve o problema central que está ligado diretamente a oferta de ensino público de base de má qualidade.

    Ana Paula de Sousa Gonçalves – Práticas Minimizadoras da Violência (turma 2)

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  10. O texto que se inicia" É trivial ..." é de autoria de Cintia José Toledo Coimbra
    Prática Pedagógica Minimizadora da Violência e Indisciplina Escolar Turma: 02

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  11. Realmente as discussões sobre violência escolar quando veiculadas na mídia sempre partem de algum caso de aluno que praticou a agressão a algum membro da escola, nunca é noticiado a violência silenciosa, setenciadora e excludente que a escola exerce sobre o aluno. A escola tem um verdadeiro arsenal de mecanismos que visam enquadrar o aluno dentro do sistema educacional vigente, que tem estreitas ligações com o sistema capitalista. Não é à toa que os reprovados nessa escola são os mesmo reprovados nessa sociedade (Arroyo). É preciso repensar nossos modos de organização social e educacional. Assim poderemos construir uma sociedade melhor .


    Rodrigo Rangel
    Prática Pedagógica Minimizadora da Violência e Indisciplina Escolar. Turma: 02

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  12. CVCConforme é abordado no texto, verificamos que o foco da violência escolar é sempre do aluno para a escola, nunca ao contrário. Devemos, no entanto, atentar para o fato de que a escola é, ou deveria ser, uma instituição disseminadora de questões que vão de encontro ao preconceito, à marginalidade, à exclusão e, obviamente,à violência. Porém não é isso que percebemos na realidade da maioria das escolas públicas, principalmente. O professor, muitas vezes como reprodutor de um sistema tradicional defasado, propõe práticas pedagógicas que segregam a turma, deixando transparecer claramente, a desigualdade cognitiva entre os alunos. Isso, ocorre, mais visivelmente no uso de provas como mecanismo de avaliação, em que rotula-se o aluno que tira notas baixas e este, certamente, terá dificuldades em incluir-se, por exemplo, em trabalhos de grupos. Em uma escola que não valorizesse apenas notas, a proposta pedagógica aconteceria de modo inverso, tentar-se-ía aproximar em atividades de grupos alunos com disparidades cognitivas a fim de que através da interação um pudesse contribuir com a apredizagem do outro.Conforme é abordado no texto, verificamos que o foco da violência escolar é sempre do aluno para a escola, nunca ao contrário. Devemos, no entanto, atentar para o fato de que a escola é, ou deveria ser, uma instituição disseminadora de questões que vão de encontro ao preconceito, à marginalidade, à exclusão e, obviamente,à violência. Porém não é isso que percebemos na realidade da maioria das escolas públicas, principalmente. O professor, muitas vezes como reprodutor de um sistema tradicional defasado, propõe práticas pedagógicas que segregam a turma, deixando transparecer claramente, a desigualdade cognitiva entre os alunos. Isso, ocorre, mais visivelmente no uso de provas como mecanismo de avaliação, em que rotula-se o aluno que tira notas baixas e este, certamente, terá dificuldades em incluir-se, por exemplo, em trabalhos de grupos. Em uma escola que não valorizesse apenas notas, a proposta pedagógica aconteceria de modo inverso, tentaria-se aproximar em atividades de grupos alunos com disparidades cognitivas a fim de que através da interação um pudesse contribuir com a apredizagem do outro.

    Rossana K. Vieira
    P.P.M.V.I.E
    TURMA 02

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  13. Gostaria de ratificar o que ja foi dito pelos colegas e pelo proprio professor em relaçao a violencia feita pela escola aos alunos. Essa violencia nao e discutida e so se fala em violencia feita pelo aluno. ´´E facil culpar o aluno e puni-lo, pois ele ja e visto como provavel causador de tumulto, nao reage ao que a escola impoe-lhe, foi "educado" para aceitar essa imposiçao.
    A maioria dos alunos de escolas publicas sao de familias carentes e so tem acesso a educaçao atraves dessas instituiçoes. No entanto, ao chegarem na escola muitas vezes sao vitimas de preconceitos dos colegas e ate de funcionarios e professores. A origem desses alunos faz com que sejam estigmatizados pela sociedade, pois em sua maioria vem de comunidades carentes que sao vistas como lugar de marginais. Eles possuem uma historia de exclusao social, que se perpetua na escola ao serem avaliados de forma classificatoria. Essa avaliaçao nao e suficiente para avaliar o aprendizado real do aluno, fazendo com que seja visto como inferior e seja ridicularizado e, consequentemente, haja uma grande evasao escolar. A educaçao baseada nos ciclos e uma forma de diminuir essa evasao e garantir que o aluno receba o que e seu por direito: uma educaçao que atenda suas habilidades cognitivas.

    Nome:Fabiana Ramos da Silva
    Disciplina:Prática Pedagógica Minimizadora da Violência e Indisciplina Escolar Turma: 02
    Matricula: 2006.2.03861.11

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  14. O texto está duplicado devido à "eficiência" dos computadores da UERJ.
    Rossana

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  15. Marcos Vinícius S de Oliveira5 de maio de 2010 20:53

    Sobre a violência escolar é necessário tratar a causa e não o efeito. Nesta prioridade a evasão escolar surge como principal sintoma e fomento da violência. É preciso evitá-la com políticas públicas que possam assegurar a permanência do jovem na escola tempo suficiente para a construção de sua autonomia. Existem programas que são excelentes ferramentas minimizadoras da violência, o Abrindo Espaços é um desses. Porém, não querendo ser pessimista, vale lembrar que projetos cheios de boas intenções já surgiram neste país com a intenção de preservar o jovem e a sociedade dos efeitos da violência, exemplo: a FEBEM-- no filme O Contador de História é possível ver o funcionamento pernicioso dessa instituição pública e o caráter transformador da educação.

    Entretanto, para que programas como A escola da Paz e o Abrindo Espaços deêm certos, urge que reconhecemos a nossa culpa e o nosso poder de mudanças. Reconhecer que somos culpados por eleger políticos sem comprimissos éticos, somos culpados por não participarmos ativamente da política: participação não é somente votar, mas acompanhar, cobrar, manifestar e exigir dos eleitos que cumpram as promessas e os deveres.
    Entretanto, para que mudanças ocorram é necessário o reconhecimento e o exercício do poder: quem tem o poder é o eleitor e não o eleito; e o poder consiste em participação política com atividades reflexivas, atitudes de questionamentos, mobilização, indignação e perplexidade diante dos atos praticados ou não dos eleitos. O dia em que reconhecermos a culpa e o poder que nos pertence os dados estatísticos da violência escolar serão insignificantes, principalmente se observarmos os artigos 205, 206 e os incisos VI e VII da nossa constituição federal.
    Marcos Vinícius Saldanha de Oliveira
    Disciplina: Prática Pedagógica Minimizadora da Violência e Indisciplina Escolar. Turma 02

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  16. Podemos ter uma visão diferenciada da violência escolar a partir da charge, do texto e dos comentários. Estamos acostumados a ver a violência escolar como indo do aluno para o funcionário, professor ou diretor, mas esquecemos que também temos o caminho da violência em sentido inverso. Muitas vezes anunciam que um professor ou diretor foi agredido por um grupo de alunos, mas não sabemos o que este professor ou diretor pode ter feito em sala de aula com os alunos. Também é importante ressaltar que os casos mais comuns são de violência entre alunos e este é o caso que a mídia menos da importância. Em escolas situadas em regiões de baixa renda, onde os alunos não possuem uma vivencia intelectual em casa e observam constantes casos de agressão e violência na região que vive, este tende a cometer mesmos atos em sua vida, no caso na escola também. Mas atitudes como esta não é só observada em comunidades carentes ou regiões desfavorecidas intelectualmente, também existem casos de constantes violências em escolas de classe media alta, que indicia que a carência financeira não é o único pivô deste problema, mas sim a educação familiar e a vivencia intelectual dos filhos.

    Thiago Ramos Correia
    t: seg. n1n2
    curso: Química

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  17. Pensar em educação na atualidade não pode estar dissociado da nossa realidade social. A violência e as drogas estão cada vez mais próximas das nossas crianças. Agora não rondam a escola, estão lá dentro. E, não só os alunos são vítimas dessa realidade, mas os profissionais de ensino também.
    A violência escolar tem tomado proporções tamanhas que em algumas regioes do Estado do Rio de Janeiro, professores sentem-se acuados para dar aulas e alunos tem me do de ir à escola. A charge parece-me bastante representativa disto.
    Tendo em vista tais fatos, toda a sociedade envolvida na educação, professores, diretores, pais e alunos deveriam se questionar sobre o que cada um poderia contribuir para a mudança de quadro aterrorizador.

    Nome:Karla Menezes Lopes Niels
    Disciplina:Prática Pedagógica Minimizadora da Violência e Indisciplina Escolar Turma: 02
    Matricula: 2007.1.02978.11

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  18. Uma forma de violência é quando o professor não percebe a necessidade do aluno e o mesmo se sente excluído da turma e como consequência tenta chamar a atenção com posturas violentas. Isso se reflete no ambiente social dessa criança. O que fica em evidência é a indisciplina do aluno e despercebido passa a postura do professor.
    Sem a devida reflexão das causas, o efeito sempre ficará evidente e se repetindo. Tem que haver uma mudança de visão e questionar os motivos que levam os alunos agirem de forma violenta. Ora está ao alcance da escola para interferir e controlar a situação, ora foge à estrutura escolar assim recorrendo até a força policial, caso se faça necessário.
    Porém uma atenção deve ser maior quando houver episódios de violências para que a escola saiba discernir onde e quando atuar

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  19. A violência infelizmente faz parte do ser humano,certamente não é algo digno de elogios.
    Nossa sociedade hoje é muito violenta, seja dentro de casa, ou mesmo quando ocorrem operações policiais em comunidades carentes, entre outras formas, e isso tem reflexo direto no quotidiano da escola.
    Penso que está na hora de nossa sociedade repensar seus valores.
    É praticamente impossível estarmos a salvo deste mal em qualquer lugar. Não há proteção que resista.

    Nome- André do Nascimento Pitillo
    Disciplina - Prática Pedag. Minim. Violencia e Indiscipl. Escolar / Turma - 2
    Matrícula - 2006.1.02427-11
    12/05/2010

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  20. Penso que a violência escolar é o reflexo da desmoralização da nossa sociedade, a Banalização de valores que antes eram implantados dentro da família e que atualmente não são cultivados.
    Atualmente, filhos não respeitam os pais, que diante de tal postura, adotaram um comportamento indiferente e/ou omisso.
    Se este menino(a) não respeita os responsáveis,como esperar que tenha respeito pelo profissional da educação, que muitas vezes só está disponível uma vez por semana por uma hora e quarenta minutos - é o caso dos professores de Química.
    Por outro lado, como esse profissional da Educação espera ser valorizado, se muitas vezes, ele próprio é o primeiro a desvalorizar-se ? Lembro-me que tive um professor de Química na oitava série que passava a maior parte das aula contando "miséria", falando do arrependimento que tinha por ser professor e fulano ou beltrano, que havia sido seu aluno, tinha proventos bem maiores do que o dele. Como esse formador de opinião espera ter respeito na escola? como esse profissional, com tal nível de desmotivação, vai conseguir se tornar interessante e ensinar?
    Penso que a solução desse problema é muito complexo e que vai além da implantação dos ciclos da educação ou valorização dos profissionais da educação mas que deve começar dentro de cada família.

    Luiz Henrique Santos
    Disciplina - Prática Pedag. Minim. Violencia e Indiscipl. Escolar / Turma - 2
    Matrícula - 200810367113

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  21. De acordo com a charge pode-se perceber um outro tipo de violência escolar que acontece no dia–a- dia das escolas públicas brasileiras , mas que não é dada muita importância. Muito se fala da violência praticada pelos alunos para/com os professores, seus bens e o patrimônio da escola, e esquecem que o inverso também pode e acontece na nossa realidade escolar.
    Podemos tomar como um exemplo simples fatos que acontecem no ambiente escolar como por exemplo, quando um determinado conteúdo não é dominado pelo aluno e, por conta disso, ele é ridicularizado pelo professor. Ou até mesmo quando o professor joga giz nos alunos que não param de falar durante a aula.
    Como resistir à evidência de tais fatos?
    Todos envolvidos na educação, professores, diretores, pais e alunos deveriam se questionar e tentar melhorar esse quadro.

    Nome: Munique Alves Medeiros
    Disciplina: Prática Pedag. Minim. Violencia e Indiscipl. Escolar
    Turma: 2

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  22. É fundamental reparar que os conceitos de educação e violência muitas vezes estão mais integrados do que se supõe. É muito comum pensar em alternativas violentas, desde a palmadinha até a temida surra, para fins educativos. A imposição de limites através do castigo físico era amplamente utilizada pelos professores no tempo da palmatória e ainda é prática frequente no ambiente familiar. Com a evolução do conceito de educação e o estabelecimento de novos paradigmas de ensino, o castigo da violência física foi, aparentemente, abolido da escola, mas se manifesta de outras formas. Temos uma formulação confusa do ato de "educar" que quase se assemelha ao de "repreender", no qual se procura "dar educação", o que é incoerente, uma vez que a educação não pode ser "dada". Enquanto a escola não for vista como um espaço de co-construção de caráteres, saberes e fazeres pelos pais, pelos próprios alunos e pelos profissionais de educação, garantiremos a manutenção da violência escolar em todas as suas formas, seja a violência física, psicológica, discriminatória, docente, discente, institucional.

    Gabriella Mendes
    PPMVIE
    Turma 2

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  23. Este comentário foi removido pelo autor.

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  24. Em um tempo não muito distante ouvimos a notícia de uma aluna de 15 anos que teria deixado a professora paraplégica e que ao ser entrevistada sobre o ocorrido está disse à repórter que não se arrependia e que faria tudo novamente.
    Ficamos perplexos com tudo isto, porém nos esquecemos de citar que quando as escolas violentam, agridem, mutilam um aluno nada é dito, falado, esclarecido.
    Maior do que a violência do aluno contra a escola, não podemos deixar de citar a violência da escola contra os alunos, alunos estes que são reprovados hoje dentro do estabelecimento que deveria auxiliar, orientar nesta educação, são os mesmo que serão excluídos pela sociedade amanhã.
    Precisamos urgentemente lutar para mudar os paradigmas desta educação. Não permaneçamos no estado quo, pois certamente seremos apenas mais um na sociedade.
    Flaviane Cardoso
    Pedagogia – 2ºPer. Polo Centro.

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  25. Qualquer tipo de violência deve ser impedido, mesmo aqueles que aparentam não ser violência, como a atuação de diversos modelos de aprendizagem. A escola deve auxiliar o aluno, não prejudicá-lo. è necessário pensar mais profundamente sobre o tipo de educação que está ocorrendo no Brasil.
    Nome: Francisca R. Magalhães
    PPMIVE turma 02

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  26. A violência escolar está estruturada na reprodução de padrões e saberes sociais construídos a partir da dominação e poder do conhecimento então aplicados ao currículo escolar. É preciso compreender a dinâmica destes processos formadores e o papel da escola como reprodutora destes elementos estruturantes na formação do indivíduo para então desenvolver uma análise crítica dos atores e do exercício da violência no espaço escolar.
    A idéia de guerra proposta na charge, pelas vestimentas do discente, propõe um ambiente de embates, muito além das fronteiras científicas. A violência escolar encontra-se não apenas no que pode ser, de certa forma, estereotipado, como uma briga ou abuso, mas também na burocracia escolar, na falta de preparo e conhecimento pedagógico, na ausência de atenção. As políticas educacionais com fins a melhorar os índices educacionais, desconsiderando a educação e privilegiando os dados estatísticos para entidades internacionais são das maiores violências possíveis no âmbito das políticas públicas, pois desconsidera o indivíduo, transformando-o em “massa” e número.
    Pensar a questão da violência escolar e em mudanças ou transformações que as minimizem, requer uma reforma de base que extrapola os muros da escola, porém, acredito, a transformação vem de dentro, da escola.

    Nome: Leandro de Souza Braz
    Curso: PPMIVE Turma: 02

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  27. Normalmente, quando se fala em violência escolar, considera-se o aluno sempre o culpado da mesma. No entanto, uma outra perspectiva se abre a apontar a violência praticada pela escola. Assim, podemos inferir que a omissão da escola diante de certos fatos sociais tende a caracterizar uma violência, causando no aluno qualquer tipo de frustração na medida em que ele espera da Instituição - pelo menos - uma resposta para seus problemas.
    À escola cabe a condução do indivíduo em direção à cidadania, e ao aluno cabe respeitá-la (s) e ter motivos para dela (s) se orgulhar. Nesse sentido, a educação é uma via de mão dupla, mas a escola tem uma enorme responsabilidade na configuração de uma sociedade civilizada.
    Na charge, o pequeno guerreiro-estudante se arma ou é armado para o enfrentamento cotidiano da sala de aula.
    Infelizmente, nem todos os alunos podem pagar pela armadura. Sendo assim, o exame mais imparcial dos problemas educacionais faz-se mister; e a educação no Brasil precisa ser levada mais a sério para que só haja vitoriosos nos dois lados da peleja. Ambos orgulhosos por cumprirem, de fato, seus verdadeiros papéis sociais.

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  28. É foda na maioria das vezes o professor quer ser melhor q o aluno.

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  29. Cristiane C de Freitas21 de novembro de 2010 13:15

    A violência vivida de modo geral dentro das instituicões nos faz refletir"quem será o culpado?"
    A educação é o caminho para todas as classes sociais,das mais beneficiadas as mais desfavorecidas.A conscientização é fundamental e é um desafio tanto para professores quanto para alunos.
    Cristiane c. de Freitas
    Pedagogia 5º período turma 12
    A valorização da Educação como meio de desenvolvimento pessoal e social,projetos e investimentos no preparo de profissionais qualificados e prepadados para a atual realidade que vivemos,que é a precariedade de valores...consequentemente gerando violência!

    Cristiane c. de Freitas

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  30. A violência na escola ela esta configurada por uma sociedade de valores onde procura sempre valorizar quem tem, mas condição de se adaptar as condições adversas, que são passar na universidade, conseguir um bom emprego, pois este vai ser meritório de acordo com o que você adquiriu em sua vivencia escolar. O que posso dizer e que a escola também reproduz aquilo que o mercado precisa que será sempre destacar os melhores, sendo assim a escola também e uma vitima de uma sociedade capitalista. DOUGLAS MACHADO PEDAGOGIA TURMA 3

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